MERLYN FÓRMULA FORD (1970-2011)
Texto de José Mota Freitas
Publicado na revista Topos & Clássicos de Janeiro de 2011
Uma das marcas directamente ligadas à história da Fórmula Ford portuguesa é a Merlyn, que teve 6 exemplares por si fabricados como representantes nas provas nacionais. Hoje vamos ver algumas imagens das principais provas dos Merlyn nas provas portuguesas, entre 1970 e 2011.
PILOTO Artur Passanha (foto Rui Bevilacqua)
FACTO No ano de estreia dos MK17, Passanha venceu em Montes Claros (o 2º circuito), mas aproveitando as desclassificações por motivos técnicos dos dois primeiros na meta, Christian Melville (Merlyn) e Luís Fernandes (Lotus).
Esta prova ficou manchada com o gravíssimo acidente de José Baptista dos Santos nos treinos (Curva do Gonzalez), que destruiu completamente o seu Lola e lhe ter terminou uma já longa e excelente carreira.
CURIOSIDADE Artur Passanha foi o único piloto a vencer uma prova de campeonato de Fórmula Ford (1970-1972) ao volante de um Merlyn. Nesta altura (1970) conduzia simultaneamente um Ford Escort GT nas provas de Turismo.
PILOTO Santos Mendonça(foto site Autosport)
FACTO António Santos Mendonça competiu em Merlyn entre 1970 e 1978, primeiro num MK17, depois num MK20A equipado com motor Scholar, o carro que está na foto, obtida na Rampa da Pena em 1972. Diz-se que este carro era um ex. Jody Scheckter, reconstruído após grande acidente do futuro Campeão Mundial de F1…
CURIOSIDADE Mendonça, um dos grandes impulsionadores da importação dos Merlyn, nunca ganhou nenhuma prova do Nacional. Mas obteve o 2º lugar no campeonato de 1972, atrás do Lotus de Ernesto Neves. Em 1973 seria um dos pilotos do Team BIP.
PILOTO Christian Melville (foto arquivo ACP)
FACTOS O piloto francês foi em 1970 o primeiro na meta nas provas de Vila Real (onde até bateu Ernesto Neves) e em Montes Claros, mas em ambas as ocasiões foi desclassificado. Melville não se conformou com isso e dizia que as irregularidades que o seu carro alegadamente apresentava eram admitidas em Inglaterra, já que o Merlyn “tinha vindo assim” …
CURIOSIDADE Melville adquiriu o seu MK17 em Inglaterra à escola de Jim Russell. Este carro vinha equipado com um motor Scholar ao contrário dos outros 3 carros da marca, comprados novos, que traziam de fábrica propulsores construídos por Chris Steele. O seu MK17 ficou destruído em 1971 nos treinos de Vila Real.
PILOTO Frederico Abecassis (foto José Lino Oliveira)
FACTOS O Merlyn MK17-Steele de Frederico Abecassis veio para Portugal juntamente com os carros de Artur Passanha e Santos Mendonça. O melhor resultado do piloto nortenho, que antes conduzira Mini Cooper S e BMW 2002 Ti, foi a 2ª posição em Vila do Conde, 1971. A sua última prova no Merlyn cinzento e preto foi a Rampa da Pena de 1972, onde obteve o 5º lugar na categoria.
CURIOSIDADE Ao contrário dos dois outros MK17 que eram inicialmente preparados por Mário de Jesus (e integrados no chamado “Team Merlyn Mário”), o carro de Frederico Abecassis estava entregue à preparação de Mestre Jaime Rodrigues.
PILOTO Artur Passanha (foto jornal Motor)
FACTO Uma única vez em campeonatos, em Julho de 1972, um Merlyn atravessou a meta em 1º lugar numa prova de FF, Passanha venceu à frente de Robert Giannone (Lotus 61M) e Portela Morais, que foi o primeiro entre os “Vês”.
CURIOSIDADE O piloto do Merlyn-Steele aproveitou no entanto a ausência do favorito Ernesto Neves e o acidente que vitimou o trio da frente, composto pelo holandês Roelof Wunderink (Lotus), António Barros (Lotus) e Santos Mendonça (Merlyn).
PILOTO António Borges (foto João Paulo Sotto Mayor, Livro V.C.)
FACTO Em 1972 A. Borges obteve bons resultados em FF, nomeadamente os 2ºs lugares em Vila do Conde e no Circuito Nacional do ACP (Estoril).
CURIOSIDADE O Merlyn de Borges era o ex. carro de Frederico Abecassis. Note-se a versatilidade de um piloto que fazia pódios em monolugares mesmo ano em que foi Campeão Nacional de Ralis ao volante de um Porsche 911 S…
Após estas provas de Borges em 1972, este carro nunca mais voltou às pistas portuguesas, mas António Borges irá regressar à modalidade em 1985…
PILOTO Carlos Azevedo (foto revista Motor)
FACTOS Em 1973 não houve campeonato para os Fórmula Ford (e Vê), já que uma curiosa cláusula dos regulamentos do ACP dizia: “…o ACP não organizará campeonatos naquelas categorias que no ano anterior se haja constatado terem perdido o seu interesse e que nesse estado se tenham mantido…”.
Carlos Azevedo (ex. Barbicaxo nos primeiros anos da Fórmula Vê…) após o acidente de Vila Real 1971, apenas apareceu esporadicamente na Inauguração do Estoril (Fórmula 3) e em algumas provas espanholas de Fórmula 1430. Entretanto regressou para vencer esta prova na sua única aparição no Merlyn.
CURIOSIDADE Carlos Azevedo realizou em 1971 uma excelente temporada de FF na Inglaterra ao volante de um Pallisser, obtendo 2ºs lugares nas provas de Thruxton, Brands Hatch e Silverstone. Em Abril, no Europeu de FF, Azevedo foi 11º classificado e Ernesto Neves (no Lotus 61M) foi o 12º. O vencedor foi Mo Harness num Lotus 69 idêntico ao que depois viria para Portugal, para Nené.
PILOTO Mário Silva (foto revista Motor)
FACTOS Em 1976 Mário Silva adquiriu o Merlyn MK17 Steele ex. Artur Passanha e ex. Carlos Azevedo. Venceu várias provas na sua categoria e muitas vezes também à geral. O carro por sua vez foi evoluindo, transformando-se progressivamente de um “Fórmula Ford” até um carro de “Fórmula Livre”…
CURIOSIDADE O facto mais curioso do ano foi sem dúvida o repto lançado por Mário Silva a Santos Mendonça: “que trocavam de carros e ele ganhava na mesma”. Isto devido às dúvidas suscitadas por Mendonça acerca da cilindrada do carro de Silva. No entanto o piloto do Merlyn-Scholar nunca aceitaria o desafio!
O carro de Silva seria posteriormente aberto na Garagem Aurora, tendo-se constatado que tinha 1586 cc! Aliás, no Circuito do Estoril em 1977, Mário Silva venceu (seguido de Mendonça) com o motor do carro reconstruído pelo Joaquim Nicodemos, e, ao que parece, com peças Ford de série!
PILOTO Santos Mendonça(foto revista Motor)
FACTO Para as provas de Fórmula Livre, Mendonça foi evoluindo o seu MK20 ao longo de 1977 e 78, ficando o carro com vistosos apêndices aerodinâmicos à frente e atrás, além de usar pneus slicks, interditos nas provas de FF.
CURIOSIDADE Santos Mendonça nunca venceu uma prova à geral no Fórmula Ford, mas venceu entre os FF por três vezes, Estoril 76 (duas provas) e Estoril 77. No ano de 1976 venceu o Troféu de Fórmula Livre (Grupos 6 e 8), suplantando assim os GRD de Carlos Santos e Lumaro que embora fossem mais rápidos que o seu Merlyn, estiveram ausentes em algumas das provas pontuáveis.
PILOTO Miguel Florentino (foto revista Automundo)
FACTOS Em 1978 Mário Silva comprou o Lola T204 de Honorato Filipe e vendeu o seu Merlyn MK17 a Miguel Florentino, que venceu por duas vezes entre os FF: Rampa das Meadas e Rampa da Lagoa Azul, ambas em 1980.
CURIOSIDADE Quando a Fórmula Ford finalmente regressou às nossas pistas, em finais de 1985 e após 12 anos de ausência, Miguel Florentino e o seu Merlyn eram os únicos intrusos numa grelha composta por mais de duas dezenas de modernos Van Diemen RF85. Dizia-se que o carro iria reaparecer nas provas seguintes “com um motor Scholar em vez do Steele”, mas isso não chegaria a acontecer…
PILOTO Fernando Gaspar (foto revista Automundo)
FACTO Gaspar apareceu em 1981 em algumas rampas ao volante do MK20 ex. Santos Mendonça. O carro apresentava ainda algumas alterações já conhecidas, mas apresentou uma nova frente, muito mais aerodinâmica. Gaspar venceu entre os Fórmula Livre a Rampa das Meadas, disputada em Abril de 1981. Actualmente o responsável pela “Fórmula G” está a restaurar este carro a fim de com ele participar em algumas provas do Troféu que promove juntamente com a FPAK, o “Single Seaters Series”.
CURIOSIDADE Gaspar (Campeão Nacional em Grupo 1 em 1981) foi o último piloto a vencer uma prova à geral com um Fórmula Ford. Isso aconteceu na Rampa da Pena de 1980. Mas nessa altura o carro era um Lotus 61M e não um Merlyn…
PROVA Alberto Velez Grilo (foto Rui Queirós)
FACTO Alberto Grilo é um “gentleman driver” experiente, que já disputou em 1983 o Troféu MG Metro e nos últimos anos tinha sido um dos pilotos mais rápidos ao volante dos Catheram Seven. O seu Merlyn (chassis # 267/FF/70) é um carro com grande história no automobilismo nacional, já que, como vimos, pertenceu a Artur Passanha, Carlos Azevedo, Mário Silva e Miguel Florentino.
CURIOSIDADE Grilo já é proprietário do seu Merlyn há vários anos e assim aproveitou a criação do Troféu Single Seaters para colocar o carro no seu habitat natural, isto é a pista! Infelizmente um grave acidente destruiu quase completamente o MK17 na prova de Braga em Novembro, mas o seu proprietário (que felizmente nada sofreu fisicamente) decerto não deixará de restaurar esta peça histórica portuguesa.
PILOTO João Campos Costa (foto Rui Queirós)
FACTO João Paulo Campos Costa tem sido um dos mais rápidos entre os pilotos que correm no SSS em carros dos anos 70. Na prova do Historic Festival (AIA) de 2011 disputou até uma luta interessantíssima com o Mc Namara do campeão francês de FF Kent. O seu MK24 de 1973 (chassis # 121/FF/73) é magnificamente preparado na GFC Motor (Porto) de Adriano e Fernando Carneiro.
CURIOSIDADE A Merlyn Cars ainda hoje existe (http://www.merlyncars.com) e tem todos os moldes originais da Colchester Racing Developments, a empresa original que constrói automóveis desde os anos 60. Hoje em dia os Merlyn, juntamente com os Lotus, são os automóveis mais cotados na Fórmula Ford Histórica internacional.
Todas as novidades do Team Mini 2018 e também imagens da actualidade desportiva e da história do automobilismo de competição em Portugal.
12 de janeiro de 2012
2 de janeiro de 2012
AGRADECIMENTO A PATROCINADORES
Vai ser dificil continuar em 2012 ...
... mas desde já aproveito para colocar esta foto de forma a agradecer publicamente a todos os patrocinadores e amigos que, de várias formas, a que eu o meu Austin Cooper S fizéssemos em 2011 três jornadas do Nacional de Clássicos 1300.
Muito obrigado!
Vai ser dificil continuar em 2012 ...
... mas desde já aproveito para colocar esta foto de forma a agradecer publicamente a todos os patrocinadores e amigos que, de várias formas, a que eu o meu Austin Cooper S fizéssemos em 2011 três jornadas do Nacional de Clássicos 1300.
Muito obrigado!
1 de janeiro de 2012
27 de dezembro de 2011
MINIS DO ARQUIVO... E DO FACEBOOK
ANTÓNIO MANUEL no seu habitual RR-86-74...
MANUEL REIS chefe de vendedores da JJ Gonçalves - Porto...
MANUEL FERRÃO numa prova de Clássicos dos anos 90...
FERNANDO BAPTISTA no Cooper S de Grupo 1...
JOÃO BAPTISTA no Mini de Grupo 5...
ERNESTO NEVES, "Broadspeed" em Montes Claros...
ÓSCAR VERDASCA no Mini 1000 "cortado" ...
MIGUEL SOTTOMAYOR o rapidíssimo "Sir Thomas"...
MÁRIO SILVA no velho Cooper S ex. Manuel Souto...
ANTÓNIO PEIXINHO na aventura do Monte Carlo 69...
FERNANDO CARNEIRO em 76 a caminho do título da Promoção...
MÁRIO GONÇALVES sempre rápido no 1275 GT em 1972...
WILSON MIGUÉIS em Vila do Conde, prova de Clássicos...
GUILHERME CASTRO no 1275 GT de Grupo 1...
FERNANDO SOARES no 1275 GT ex. Works...
JOÃO PAULO TEOTHÓNIO PEREIRA no "seu" Estoril, Morris S
BRANQUINHO DA FONSECA em Históricos de 65...
MANUEL LOPES GIÃO num dos seus Cooper S 1071...
Algumas fotos foram retiradas de jornais da época, outras foram publicadas no facebook pelos seus autores, vivam os Minis!
ANTÓNIO MANUEL no seu habitual RR-86-74...
MANUEL REIS chefe de vendedores da JJ Gonçalves - Porto...
MANUEL FERRÃO numa prova de Clássicos dos anos 90...
FERNANDO BAPTISTA no Cooper S de Grupo 1...
JOÃO BAPTISTA no Mini de Grupo 5...
ERNESTO NEVES, "Broadspeed" em Montes Claros...
ÓSCAR VERDASCA no Mini 1000 "cortado" ...
MIGUEL SOTTOMAYOR o rapidíssimo "Sir Thomas"...
MÁRIO SILVA no velho Cooper S ex. Manuel Souto...
ANTÓNIO PEIXINHO na aventura do Monte Carlo 69...
FERNANDO CARNEIRO em 76 a caminho do título da Promoção...
MÁRIO GONÇALVES sempre rápido no 1275 GT em 1972...
WILSON MIGUÉIS em Vila do Conde, prova de Clássicos...
GUILHERME CASTRO no 1275 GT de Grupo 1...
FERNANDO SOARES no 1275 GT ex. Works...
JOÃO PAULO TEOTHÓNIO PEREIRA no "seu" Estoril, Morris S
BRANQUINHO DA FONSECA em Históricos de 65...
MANUEL LOPES GIÃO num dos seus Cooper S 1071...
Algumas fotos foram retiradas de jornais da época, outras foram publicadas no facebook pelos seus autores, vivam os Minis!
26 de dezembro de 2011
CIRCUITO BRAGA 2
NOVEMBRO DE 2011
Depois dos problemas mecânicos sentidos no Circuito Braga 1 e no GP Histórico do Porto, estava ansioso pelo regresso às competições, embora a presença no Circuito Braga 2 (o 56º Circuito do CAM) fosse ela própria um ensaio ao Austin Cooper S após as reparações efectuadas pelo Sr. Cepeda.
Uma válvula de escape partida no Porto, fez com que furasse um pistão e ao mesmo tempo se atingisse a colaça, por isso foi necessária a aquisição de um novo pistão e a colaça foi enviado para Braga para a Rito, para que se refizesse a câmara de combustão e as sedes das válvulas. A caixa de velocidades por sua vez levou anilhas sincronizadoras.
Os treinos livres foram usados para rodar o motor, que só tinha trabalhado na oficina. Nos treinos cronometrados resolvi dar apenas 4 voltas, já que não valia pena estragar material, até porque as corridas prometiam ser “longas”…
No final obtive o 18º tempo entre 24 participantes, mas não fiquei desanimado, já que sabia perfeitamente que podia suplantar alguns dos que me precediam na grelha de partida. Os meus objectivos eram acabar as provas sem problemas e, se possível, ocupar posições de pódio na minha categoria, os Históricos de 1971.
Quando foi dada a partida para a 1ª corrida, que se disputou no Domingo de manhã, a pista ainda estava parcialmente molhada e por isso era necessário andar com todo o cuidado, já que um desvio da trajectória normal implicava uma perigosa passagem pela com água.
Saí com cuidado, e durante as 13 voltas da prova lutei com os Datsun 1200 do Frederico Castro e do João Rebelo Martins, e durante uma das últimas voltas cheguei mesmo a andar à frente do Mini Marcos do José Filipe Nogueira.
No final uma boa 13ª posição e o 3º lugar entre os H71.
A pista estava húmida e por isso o arrojo e capacidade de condução de Paulo Antunes tornavam o seu Fiat inacessível, mas na 2ª corrida, já disputada com piso seco, esperava suplantar o seu belo 128 e lutar pela 2ª posição na classe.
Dada a partida coloco-me a meio do pelotão e desta ultrapassei um pouco as rotações que fiz na 1ª corrida. Nas provas de Braga 1 e da Boavista, sempre que passava as 7.500 rotações as válvulas entortavam, por isso estava com medo de puxar, já que temia que voltasse a acontecer.
Felizmente o carro portou-se como um “relógio” e pude por isso apanhar e ultrapassar Paulo Antunes, ficando assim na 2ª posição entre os carros de 71.
Infelizmente e após uma travagem falhada, fui ultrapassado pelo João Rebelo Martins e perdi uma posição quase no final da prova, mas como estávamos a lutar por classes diferentes não me preocupei em recuperá-la. Gostei muito destas duas lutas com Rebelo Martins, com uma vitória e uma derrota, mas ambas disputadas com todo o “fair Play”. A classificação absoluta foi um bom 9º posto.
Assim se encerra uma época difícil, com alguns dissabores mecânicos, mas resultados razoáveis, como o 6º lugar absoluto na Boavista, o 3º lugar na ANPAC Classic Cup (H71) e 5 pódios em 6 corridas entre os H71.
Para que tudo fosse possível, tenho que salientar a competência do Sr. Joaquim Cepeda, que estava tão triste como eu com os problemas mecânicos e só descansou quando viu o carro a trabalhar normalmente nesta prova.
Outros amigos também deram a sua importante ajuda, como Duarte Peixoto, João Nuno e João Manuel Pires, António Pereira e a família Freixo. Sem esquecer o “apoio moral” de outros habitués como Rui e Luís Queirós, A.J. Leitão, Paulo Ramalho e Joca Craveiro.
Os patrocinadores foram peças imprescindíveis para que conseguisse realizar 3 jornadas duplas numa época de crise. Saliento os nomes da Aquaquímica, Glassdrive, SinAse, ComFio e Isoder, bem como os amigos da Delight, Ruic`s Design, Carlos Carneiro Publicidade, ou o Sr. Pereira do reboque e também a Topos & Clássicos que há vários anos me permite publicar estas habituais crónicas que envio no final de cada prova.
Para 2012, gostava muito de continuar a disputar provas de Clássicos, eu que sou, note-se, o único piloto a tê-lo feito todos os anos desde que se iniciou a Taça 1300, mas não será fácil, já que sou funcionário público e como tal, depois dos “cortes” de 2011, vou serem 2012 amputado dos subsídios de férias e Natal, o habitual “fôlego” financeiro para estas andanças extra-famíliares, já que os patrocínios em 2011 cobriram menos de 1/3 das despesas realizadas…
Mas, como o carro está OK e arrumado na garagem e pronto a usar, creio que poderão contar comigo numa prova ou outra. Tenho planos para isso!
Cumprimentos para todos
JMF
(fotos de Carlos Martins, João Raposo, Jorge Lobato, Nuno Organista, Pedro Ferreira e Rui Queirós)
NOVEMBRO DE 2011
Depois dos problemas mecânicos sentidos no Circuito Braga 1 e no GP Histórico do Porto, estava ansioso pelo regresso às competições, embora a presença no Circuito Braga 2 (o 56º Circuito do CAM) fosse ela própria um ensaio ao Austin Cooper S após as reparações efectuadas pelo Sr. Cepeda.
Uma válvula de escape partida no Porto, fez com que furasse um pistão e ao mesmo tempo se atingisse a colaça, por isso foi necessária a aquisição de um novo pistão e a colaça foi enviado para Braga para a Rito, para que se refizesse a câmara de combustão e as sedes das válvulas. A caixa de velocidades por sua vez levou anilhas sincronizadoras.
Os treinos livres foram usados para rodar o motor, que só tinha trabalhado na oficina. Nos treinos cronometrados resolvi dar apenas 4 voltas, já que não valia pena estragar material, até porque as corridas prometiam ser “longas”…
No final obtive o 18º tempo entre 24 participantes, mas não fiquei desanimado, já que sabia perfeitamente que podia suplantar alguns dos que me precediam na grelha de partida. Os meus objectivos eram acabar as provas sem problemas e, se possível, ocupar posições de pódio na minha categoria, os Históricos de 1971.
Quando foi dada a partida para a 1ª corrida, que se disputou no Domingo de manhã, a pista ainda estava parcialmente molhada e por isso era necessário andar com todo o cuidado, já que um desvio da trajectória normal implicava uma perigosa passagem pela com água.
Saí com cuidado, e durante as 13 voltas da prova lutei com os Datsun 1200 do Frederico Castro e do João Rebelo Martins, e durante uma das últimas voltas cheguei mesmo a andar à frente do Mini Marcos do José Filipe Nogueira.
No final uma boa 13ª posição e o 3º lugar entre os H71.
A pista estava húmida e por isso o arrojo e capacidade de condução de Paulo Antunes tornavam o seu Fiat inacessível, mas na 2ª corrida, já disputada com piso seco, esperava suplantar o seu belo 128 e lutar pela 2ª posição na classe.
Dada a partida coloco-me a meio do pelotão e desta ultrapassei um pouco as rotações que fiz na 1ª corrida. Nas provas de Braga 1 e da Boavista, sempre que passava as 7.500 rotações as válvulas entortavam, por isso estava com medo de puxar, já que temia que voltasse a acontecer.
Felizmente o carro portou-se como um “relógio” e pude por isso apanhar e ultrapassar Paulo Antunes, ficando assim na 2ª posição entre os carros de 71.
Infelizmente e após uma travagem falhada, fui ultrapassado pelo João Rebelo Martins e perdi uma posição quase no final da prova, mas como estávamos a lutar por classes diferentes não me preocupei em recuperá-la. Gostei muito destas duas lutas com Rebelo Martins, com uma vitória e uma derrota, mas ambas disputadas com todo o “fair Play”. A classificação absoluta foi um bom 9º posto.
Assim se encerra uma época difícil, com alguns dissabores mecânicos, mas resultados razoáveis, como o 6º lugar absoluto na Boavista, o 3º lugar na ANPAC Classic Cup (H71) e 5 pódios em 6 corridas entre os H71.
Para que tudo fosse possível, tenho que salientar a competência do Sr. Joaquim Cepeda, que estava tão triste como eu com os problemas mecânicos e só descansou quando viu o carro a trabalhar normalmente nesta prova.
Outros amigos também deram a sua importante ajuda, como Duarte Peixoto, João Nuno e João Manuel Pires, António Pereira e a família Freixo. Sem esquecer o “apoio moral” de outros habitués como Rui e Luís Queirós, A.J. Leitão, Paulo Ramalho e Joca Craveiro.
Os patrocinadores foram peças imprescindíveis para que conseguisse realizar 3 jornadas duplas numa época de crise. Saliento os nomes da Aquaquímica, Glassdrive, SinAse, ComFio e Isoder, bem como os amigos da Delight, Ruic`s Design, Carlos Carneiro Publicidade, ou o Sr. Pereira do reboque e também a Topos & Clássicos que há vários anos me permite publicar estas habituais crónicas que envio no final de cada prova.
Para 2012, gostava muito de continuar a disputar provas de Clássicos, eu que sou, note-se, o único piloto a tê-lo feito todos os anos desde que se iniciou a Taça 1300, mas não será fácil, já que sou funcionário público e como tal, depois dos “cortes” de 2011, vou serem 2012 amputado dos subsídios de férias e Natal, o habitual “fôlego” financeiro para estas andanças extra-famíliares, já que os patrocínios em 2011 cobriram menos de 1/3 das despesas realizadas…
Mas, como o carro está OK e arrumado na garagem e pronto a usar, creio que poderão contar comigo numa prova ou outra. Tenho planos para isso!
Cumprimentos para todos
JMF
(fotos de Carlos Martins, João Raposo, Jorge Lobato, Nuno Organista, Pedro Ferreira e Rui Queirós)
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